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Rumo à escalada digital

Lançado em 2022 pelo BANESE, do Sergipe, o Desty inaugura o segmento de bancos digitais vinculados a instituições públicas estaduais. Jumara Mendonça, superintendente de negócios digitais do banese, avalia a importância de iniciativas assim para reduzir o contingente de desbancarizados no Brasil


Jumara Mendonça
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por bem2030
Desbancarizados no Brasil

A grande transformação digital que está acontecendo no setor financeiro iniciou a partir das demandas que os clientes vêm apresentando. Isso inclui os padrões de consumo em outras áreas da economia, como o transporte, a forma de assistir a filmes e até o jeito de pedir comida. Comportamentos assim moldam o setor financeiro. Estamos nos modernizando e tentando entregar o que o cliente pede. Nesse sentido, a inclusão financeira surge como um tema fundamental.  

Atualmente, 38,5% da população adulta do Brasil é desbancarizada. Desse percentual, quase a metade (47,1%) está na região Nordeste. Trata-se de uma realidade que o Banese combate desde a sua criação, há 61 anos – especialmente pelo compromisso socioeconômico em desenvolver a região. Tal desenvolvimento passa, também, pelo acesso a serviços bancários. O Desty carrega esse DNA e surge com a missão de promover a inclusão dos públicos C, D e E de qualquer lugar do país, de forma rápida, simples e desburocratizada. Nosso foco inicial são empreendedores, micro e pequenos empresários, com produtos pensados e lançados para ajudá-los no desenvolvimento dos seus negócios.  

O Desty chegará, principalmente, onde as agências físicas não atuam, nas regiões mais remotas. Escolhemos atuar primeiro no Nordeste por uma questão de avaliação do comportamento do cliente, mas não iremos nos limitar à nossa região. Uma pessoa que esteja no Amapá, caso deseje, será cliente Desty. Criamos produtos com foco no desenvolvimento socioeconômico dos desbancarizados de qualquer parte do Brasil. Assim, estar atrelado a um banco público não é uma questão a ser superada. A escalabilidade necessária para o Banese chegar ao restante do país, de forma ágil e dentro do contexto atual, acontecerá com o Desty. 

O atendimento humanizado exerce um papel importante nesse processo de inclusão. Por isso, utilizamos o lema “Somos digital, mas não impessoal”. Isso será percebido através da linguagem, pela forma de nos comunicarmos nos canais de atendimento, redes sociais e, eventualmente, nos contatos pessoa a pessoa que venham a existir. 

A educação financeira é um tema correlato à inclusão. Aqui, as questões voltadas para o crédito ganham destaque. O cliente deve ter consciência da importância e usabilidade do cartão de crédito, do limite do cartão e do cheque especial, dos juros aplicados nas transações que realiza; qual a melhor opção para usar na hora de uma compra importante: se o crédito consignado ou outra operação de crédito. Ou seja, é necessário que ele entenda tudo o que está em jogo e tenha as instituições financeiras como aliadas, recorrendo aos gerentes ou consultores para receber orientações sobre a transação e o uso consciente do recurso. 

As instituições devem colaborar com esse movimento através do fornecimento de informações dentro dos próprios aplicativos, blogs, sites e por meio das redes sociais oficiais. E também sendo fonte para matérias jornalísticas e promovendo debates sobre o assunto. Tudo isso utilizando uma linguagem simples, clara e objetiva sobre o tema, fugindo da linguagem técnica, do famoso economês.  

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