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Oito segredos de grandes gênios da humanidade

Conheça hábitos e aptidões de personalidades como Leonardo da Vinci, Elizabeth I, Mozart, Einstein e Shakespeare – e entenda como a vida e a mente desses ases da criatividade podem inspirar sua carreira


Por Leonardo Pujol
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por bem2030

“Quando sou completamente eu mesmo, quando me encontro sozinho e de bom humor – por exemplo, se estou viajando de carruagem, caminhando depois de uma boa refeição ou sem sono à noite, minhas ideias fluem melhor e com mais abundância.”

É assim que começa o trecho de uma carta em que Wolfgang Amadeus Mozart descreve seu processo criativo. “Tudo isso incendeia minha alma”, continua. “Se eu não for incomodado, o tema em que estou pensando se expande, torna-se metodizado e definido, e o todo, ainda que longo, surge quase acabado e completo na minha mente, de modo que posso analisá-lo com um único olhar, como uma bela pintura ou uma linda estátua.” Em outras palavras: as maiores sinfonias, os concertos e as óperas surgiam inteiros à mente quando Mozart estava sozinho e animado. Nem precisava de instrumentos para compor. Quando terminava de imaginar suas obras-primas, era preciso apenas anotá-las.  

Desde 1815 – quando foi publicada no Allgemeine Musikalische Zeitung (Jornal Geral de Música), na Alemanha – até os tempos atuais, a carta de Mozart é usada como referência de processo criativo. De acordo com o professor Kevin Ashton, pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), trechos da carta aparecem em vários livros sobre ciência e criatividade. O documento também teria influenciado os poetas Alexandre Pushkin e Johann Goethe, além do dramaturgo Peter Shaffer. Só tem um problema: Mozart jamais escreveu a famosa correspondência.  

Apesar da confusão, o mito criativo de Mozart persiste. Segundo Ashton, isso acontece porque a carta apela para preconceitos românticos a respeito da invenção – como se as pessoas demonstrassem sua genialidade em momentos dramáticos de percepção. É como se poemas, descobertas científicas, novas soluções e negócios brotassem do nada, num passe de mágica. A história de vida das mentes mais inventivas da humanidade, no entanto, revela que as coisas nunca são tão simples como podem parecer. 

Por trás de cada momento Eureka, há uma constelação de hábitos que podem ser inatos. Mas que também podem ser aprendidos e cultivados de maneira ativa ao longo da vida. Quem diz isso é Craig Wright, professor emérito de música na Universidade de Yale, onde há mais de dez anos ministra uma disciplina intitulada Exploring the nature of genius (Explorando a natureza da genialidade). Wright é autor do recém-lançado Os hábitos secretos dos gênios (Universo dos Livros, 2021). A obra é fruto das descobertas do curso ministrado em Yale, além de trazer experiências de Wright mundo afora. Nos últimos anos, o professor vasculhou arquivos na esperança de desvendar os segredos das pessoas mais brilhantes da história. 

A seguir, você conhecerá algumas das mais interessantes descobertas. As lições são apresentadas sem ordenamento específico, a fim de inspirar sua vida e carreira. Para começar, vamos ao verdadeiro processo criativo de Mozart. 

Trabalhe duro

Embora excepcionalmente talentoso, Mozart (1756-1791) não compunha por magia. Ele esboçava suas composições, fazia revisões e, muitas vezes, empacava. Nesse momento, punha o trabalho de lado, para voltar mais tarde. Enquanto escrevia, avaliava teoria e qualidade; pensava muito sobre ritmo, melodia e harmonia. E não conseguia trabalhar sem um piano ou um cravo por perto. Resumo da ópera: ainda que o talento e toda uma vida de prática tornassem Mozart rápido e fluente, suas criações eram nada mais do que o resultado de muito trabalho. 

Assim como o esforço de outros inúmeros gênios. De Leonardo da Vinci a Elon Musk, passando por William Shakespeare, Marie Curie, Virginia Woolf, Albert Einstein, Pablo Picasso, Steve Jobs e Mark Zuckerberg, todos deram duro para chegar aonde chegaram. Como disse Michelangelo (1475-1564): “Se você soubesse quanto trabalho foi necessário, não chamaria de genialidade”. Já o inventor da lâmpada, Thomas Edison (1847-1931), fez o seguinte comentário certa vez: “Genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”.  

O trabalho duro é ligado à determinação. Segundo Camila Andrade, coordenadora de RH do Grupo Tecnoset, trata-se de uma competência de desempenho. Por isso, está diretamente relacionada à performance profissional. “Ser determinado faz com que os obstáculos não o impeçam de se comprometer com o resultado. Assim, esse indivíduo tende a buscar formas diferentes de se reinventar quando é necessário”, explica Andrade. Foi o que fez o escritor Stephen King. Seu primeiro romance, Carrie, a estranha, foi rejeitado por 30 editoras antes de ser adquirido pela Doubleday, em 1974. Quatro décadas depois, em 2018, King tinha 83 romances publicados, 350 milhões de livros vendidos e vendas anuais de aproximadamente US$ 40 milhões.

Seja curioso

Leonardo (1452-1519) nasceu nos arredores de Vinci, uma cidade montanhosa entre Florença e Pisa, na Itália. Pouco sabemos sobre sua infância. Sobre seu ímpeto curioso, muito. O historiador cultural Kenneth Clark define Leonardo como “o homem mais implacavelmente curioso da história”. Isso porque ele não só gostava de pintar como de ir às montanhas para examinar rochas e fósseis. Observava compenetrado as pessoas na rua, visitava pântanos, desmontava máquinas para ver como funcionavam – e “desmontava” corpos humanos também. Empreitadas como essas o ajudavam a obter respostas para suas perguntas encantadoramente aleatórias. Por que o céu é azul? Que aspecto tem a língua de um pica-pau? Como os ramos de uma árvore se comparam à espessura do tronco? O músculo do lábio inferior está ligado ao do lábio superior? Onde fica a alma?  

Leonardo provavelmente não precisou saber tudo isso para pintar Mona Lisa ou A Última Ceia. Mas sua natureza interrogativa certamente o ajudou a produzir as 24 obras de arte que lhe são atribuídas, a projetar máquinas voadoras, esboçar armas de guerra, descobrir funcionalidades do corpo humano, traçar mapas para fins civis e militares e, finalmente, inventar o que hoje se conhece como método científico. A curiosidade foi transformadora para o gênio – e pode transformar qualquer um.  

“Como cultura organizacional, a curiosidade não tem a ver com a empresa, que é uma entidade, mas com os indivíduos que ali trabalham”, esclarece Cássio Pantaleoni, vice-presidente de digital experience sales da Adobe. “O colaborador curioso é menos follower e mais ousado.” Em um manifesto com 25 novas regras para o mundo dos negócios pós-pandemia, a revista americana Fast Company defende que, para os indivíduos, a curiosidade pode ser a diferença entre permanecer competitivo no mercado ou ser substituído por uma máquina de inteligência artificial. Ou até criar um negócio bilionário. Cabe lembrar: empresas como Uber, Netflix, Airbnb e Ifood começaram com pessoas curiosas perguntando por que um determinado problema ou necessidade humana existiam – e como poderiam ser melhor resolvidos. 

 Aumente seu repertório

Sempre que Steve Jobs (1955-2011) lançava um produto, o slide final apresentava uma imagem com placas de rua que mostravam um cruzamento da Rua das Artes Liberais com a Rua da Tecnologia, no Vale do Silício. “Está no DNA da Apple que a tecnologia por si só não basta”, disse Jobs, segundo o biógrafo Walter Isaacson. “Nós acreditamos que é o casamento da tecnologia com as humanidades que nos permite obter o resultado que nos alegra o coração.” Jobs atribuía sua visão e capacidade inovadora à leitura. Entre suas obras prediletas estavam Rei Lear, de Shakespeare, e Moby Dick, de Herman Melville. Isaacson, inclusive, compara Jobs a um dos personagens da obra de Melville, o obstinado capitão Ahab. O fundador da Apple também cultivava o hábito de ler guias alimentares, livros de meditação e obras de gestão e psicologia organizacional.   

Outros gênios de apetite livresco incluem o “pai fundador dos Estados Unidos”, Benjamin Franklin, a rainha Elizabeth I e o inventor Nikola Tesla, além dos contemporâneos Elon Musk, Oprah Winfrey, Jeff Bezos e Bill Gates. O fundador da Microsoft lê em torno de 50 livros ao ano. Em uma entrevista recente ao The New York Times, Gates afirmou que os livros são uma das melhores maneiras de aprender sobre o mundo. “Minha lista de leitura sempre inclui um monte de livros de história e ciências.”  

Para Craig Wright, de Yale, existem pelo menos três motivos pelos quais a literatura potencializa a carreira. O primeiro é que adquirir informação leva a maiores níveis de conhecimento, sabedoria, autoridade e poder. O segundo é que a leitura expande as experiências de vida, agregando novas compreensões do comportamento humano, desenvolvendo empatia. Por fim, o leitor contumaz conhece mentes inspiradoras, que serão uma referência para sua bússola moral.  

Mas nem todo mundo pensa assim. Segundo a última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o país perdeu 4,6 milhões de leitores entre 2015 a 2019. A percentagem de leitores caiu de 56% para 52%. Ou seja, 48% dos brasileiros não leram nenhum livro – nem mesmo em parte – nos últimos três meses. Outro estudo, produzido pela Talenses Group e divulgado na revista HSM Management, identificou que 23% dos 530 executivos entrevistados (c-levels, em geral) não leem nenhum gênero de negócios, 38% não leem biografias e 56% não leem ficção.  

E a bagagem cultural não está ligada apenas à leitura. É possível ampliar o repertório indo a teatros, museus e parques. Ou vendo filmes, maratonando séries, tocando um instrumento – como fazia Albert Einstein (1879-1955), que recorria ao violino para tocar Mozart. As empresas podem estimular o aumento do repertório de diversas formas. A KPMG, por exemplo, criou um clube de livros para executivos debaterem temas como estratégia, liderança e gestão de risco. Também passou a oferecer viagens virtuais. Nelas, os colaboradores participam de uma videochamada com um guia local, que passa informações sobre a arquitetura e a cultura da cidade em questão. Outras maneiras de valorizar a cultura é premiando os funcionários com livros e ingressos para shows, espetáculos e exposições, ou concedendo o vale cultura, benefício que concede um valor fixo mensal para gastos exclusivos com produtos como livros, cinema, teatro e serviços de streaming. 

Cultive a imaginação infantil

A escritora britânica Mary Shelley (1797-1851) tinha 18 anos quando escreveu Frankenstein. O livro tornou-se um marco na literatura, pois ajudou a criar um gênero literário novo: o romance de horror gótico – que ganharia companhia com outras obras posteriores, como O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux, e O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo. No entanto, apesar dos esforços em romances posteriores, Shelley nunca mais reproduziu o feito de seus 18 anos. Por quê? A resposta pode ter a ver com a imaginação infantil e a realidade adulta, segundo Craig Wright. Ou como disse Pablo Picasso (1881-1973): “O problema é permanecer artista conforme se cresce”.  

Segundo Walter Isaacson – que além de Jobs biografou da Vinci e Einstein –, o deslumbramento infantil é, sem dúvida, uma característica compartilhada por muitos gênios da história. Mas, a certa altura da vida, a maioria das pessoas deixa de se intrigar com os fenômenos do cotidiano. “Como adultos, devemos ter o cuidado de nunca deixarmos para trás os nossos anos de assombro e de nunca permitir que os nossos filhos o façam”, incentiva Isaacson. O professor Wright, por sua vez, sustenta que as “coisas de criança” (histórias de ninar, contos de fadas, brinquedos, fantoches, casas na árvore, amigos imaginários) e seus equivalentes adultos (espaços lúdicos, refúgios criativos, períodos de descontração e a expressão “vá brincar com essa ideia”) estão entre as maneiras de manter ou recapturar a mente imaginativa natural da infância. 

Seja um lifelong learner

A rainha Elizabeth I (1533-1603), da Inglaterra, recebeu a educação típica de um príncipe do Renascimento, mas rara para uma mulher daquela época. Estudou história, filosofia e literatura antiga. Falava francês, alemão, italiano, latim e grego. E era uma leitora voraz – o costume era dedicar três horas por dia. Como se não bastasse, tinha uma memória admirável. Por fim, a voracidade com os estudos a levou a ser uma das lideranças mais inspiradoras da história. Elizabeth governou por quase 45 anos, o reinado mais longo entre os monarcas ingleses até então. Ela criou o alicerce do Império Britânico e emprestou seu nome a toda uma época – a era elisabetana.  

A lição deixada pela rainha no século 16 é um mantra no século 21: a sobrevivência profissional depende de atualização constante. “Uma das maiores habilidades que buscamos nos profissionais de hoje é a habilidade de ser alguém ‘ensinável’ e que esteja aberto a reconhecer e a estudar os erros passados ou os fracassos e gerar aprendizado para novos passos”, garante Marcos Tonin, que é executivo de RH e coach c-level.  

O lifelong learning acontece por meio da própria dedicação, da ampliação do repertório cultural, bem como por cursos em plataformas online, clubes de livros e instituições de ensino. Opções não faltam. E fatores de motivação também. O mais comum deles parece ser o medo – como o de perder o emprego. Mas um estudo recente, conduzido pelo Deloitte Center for the Edge junto a 1,3 mil americanos e divulgado na Harvard Business Review, constatou que, em vez de temor, os funcionários com o hábito de buscar conhecimento regularmente têm aquilo que pesquisadores chamam de paixão de explorador. De acordo com a pesquisa, essa habilidade se caracteriza pelo compromisso de longo prazo em obter um domínio específico atrelado ao que mais o entusiasma. Isso vale para qualquer coisa – do trabalho em fábrica aos serviços financeiros, da jardinagem a surfe. Pessoas com essa propensão também se empolgam diante de desafios inesperados, enxergando os obstáculos como oportunidade para aprender e criar uma – ou várias – soluções que causem impacto. 

Elimine as distrações

Em 2020, cada brasileiro que possui um smartphone passou, em média, 4 horas e 48 minutos por dia utilizando o aparelho, segundo o último relatório da empresa de análises App Annie. No total, significa passar um tempo equivalente a mais de dois meses do ano (68 dias) vidrado na tela do dispositivo. Você já se perguntou o que deixou de fazer por causa do smartphone? A pergunta é válida, especialmente porque uma característica dos gênios é a capacidade de concentração. Isto é, trabalhar sem se deixar afetar por interferências externas – como notificações, e-mails e interrupções de colegas.  

Autor de Anna Karenina e de Guerra & Paz, Leon Tolstói (1828-1910) simplesmente trancava a porta do escritório para escrever. Einstein – de novo ele – encorajava os cientistas novatos a se empregarem como faroleiros para dedicarem-se sem perturbações ao pensamento. A cientista polonesa Marie Curie (1867-1934), primeira mulher a cursar um doutorado na França, passava horas sozinha dentro de um galpão fervendo o mineral pechblenda. Essa foi sua rotina por aproximadamente dez anos, o que a levou – ao lado do marido, Pierre – a descobrir os elementos polônio e rádio. Isso rendeu a ela não apenas um, mas dois prêmios Nobel, de química e de física.  

Em Os hábitos secretos dos gênios, Craig Wright garante que a eficiência e a produtividade estão diretamente ligadas a uma rotina sem distrações. “Crie uma rotina diária para si que envolva uma zona de quatro paredes segura para a concentração construtiva”, sugere o professor de Yale. Para tanto, ele evoca uma expressão derivada do teatro – “quarta parede”, a construção de uma barreira imaginária para que os atores se mantenham separados do público e fiquem no próprio espaço psicológico. 

Mantenha a mente ativa

Quando começou a explorar a natureza da genialidade, Wright imaginou uma pessoa extraordinária: alguém com um QI acima do normal, que na juventude saía-se com epifanias repentinas e possuía uma personalidade excêntrica e imprevisível. No entanto, acabou descobrindo que “todas as características dessa imagem estereotipada são quase sempre incorretas ou imprecisas”. A correlação entre inteligência e genialidade, por exemplo, era uma dessas imprecisões. “Pessoas inteligentes é o que não falta por aí, mas muitas vezes não alcançam grandes feitos”, afirma Walter Isaacson, na introdução de Inventar e vagar (Alta Books, 2021).  

Não que a inteligência não seja importante. De fato, quase todo gênio é um nerd. Mas à sua maneira, com uma inteligência seletiva e muito específica, que pode se destacar com o tempo. Inclusive de modo imprevisível e fora do padrão. Basta considerar que Stephen Hawking não lia até os oito anos de idade. Picasso e Ludwig van Beethoven não compreendiam matemática básica. Ou que Jack Ma – criador do Alibaba –, John Lennon, Thomas Edison, Winston Churchill, Walt Disney, Charles Darwin e Steve Jobs não tiravam grandes notas na universidade. 

Mude-se para uma metrópole

Se o QI é superestimado, a vivência nos grandes centros urbanos, não. Há quase uma unanimidade em dizer que os gênios vivem (ou precisam viver) em uma metrópole ou em uma cidade universitária para que avancem com seus objetivos. Se William Shakespeare (1564-1616) tivesse nascido no meio do mato, provavelmente não teria se tornado o monstro literário que é. Vicent van Gogh (1853-1890) reconhecia que sua arte estava profundamente relacionada às associações que estabelecia nas grandes cidades.  

Se Elon Musk, da Tesla, ou Larry Page, do Google, não passassem por Stanford, talvez não tivessem o networking que construíram. Não à toa, o Vale do Silício se destaca como a meca do empreendedorismo: a região, na Califórnia, explora agressivamente o visto H-1B, também chamado de “visto dos gênios”, pois permite a imigração de trabalhadores estrangeiros considerados altamente qualificados.

Mas, afinal, o que é um gênio 

De maneira simplificada, um gênio é uma pessoa de extraordinários poderes mentais, cujas obras ou percepções originais afetam a sociedade de alguma forma significativa, em todas as culturas e através do tempo. Depois do livro Os hábitos secretos dos gênios, o professor Craig Wright percebeu que essa definição poderia ser simplificada na seguinte equação: G = S x N x D. Ou seja, gênio (G) é igual ao alcance da mudança (S, de significance) vezes o número (N) de pessoas impactadas vezes a duração (D) do impacto. Embora a chamada “equação do gênio” não seja uma fórmula precisa, ao menos ilumina a questão. 

 

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